Teve uma época que eu passava raiva com o Big Brother. Quando tentavam humilhar alguém ou quando via alguém indefeso, ou quando armavam para algum concorrente. A verdade que sempre ficamos do lado mais fraco da história. O problema é que este lado se cria, e neste Big Brother 10, eles tentaram criam esta polarização, mas em uma história em que cada semana se tinha um vilão e o mocinho. Por quê?
À cada semana eles faziam um personagem diferente. Ninguém quis assumir os riscos de entrar na casa de maneira verdadeira. Tinha uma Angélica e uma Elenita, que às vezes faziam isto, mas todos ali entraram como se tivessem algo a perder. "Entram num programa como esse, e ficam com medo de se mostrar?"
Ali era tudo pela metade. Tem paty, brucutu, barraqueira, viados, lésbicas, travesti, preto, tinha de tudo, mas sinceramente sempre tinha algo de estranho. Tá certo que a vida é estranha, mas eles começaram a inventar uns personagens que não combinavam com a história. É o brucutu sensível, o viado que gosta de mulher, a santinha que fala mal dos outros, é o preto que vira branco, o mocinho indefeso, é a mocinha valente. É o burro querendo ser inteligente. Mas eles não conseguiram manter isto.
As pessoas precisam se assumir como são. E neste Big Brother mostrou que as máscaras estavam todas em pé, e que às vezes ser normal, é ser você, com erros e acertos. Não precisa ficar pregando isso, como a Lia faz, porque ela deve ter dupla personalidade, faz uma coisa e diz outra. Mas é incorporar isto. Neste Big Brother aprendi que é melhor assumir os riscos da normalidade do que fracassar na excentricidade.
É preciso assumir os riscos da nossas escolhas. E falta é gente corajosa para encarar isto. Até agora os ganhadores tinham esta autenticidade. Desta vez, pelos candidatos que temos, ganha a falsidade de querer ser um outro alguém, como rico e famoso. Então nesta história toda de Big Brother vai reinar o mais "hipócrita". Do jeito que vai é Lia, em primeiro, Dourado, em segundo, e Fernanda, em terceiro lugar.
quinta-feira, março 25, 2010
terça-feira, março 23, 2010
Para frente que se anda!
Ás vezes acho que estou fora de órbita.O mundo continua a girar, e sabem de uma coisa. I like it. Isto é o que nos deixa alertas para a vida. Nos ajuda a crescer. Nos tira do marasmo e nos faz viver fortes emoções. Só penso às vezes que eu passo muito rápido, e que ninguém vai me segurar. Pensei que quisesse segurança. Mas o que eu quero mesmo é muitos desafios, porque só assim serei uma pessoas melhor, e comigo mesmo. É que eu gosto de correr mesmo. Só não posso trombar e bater em ninguém. De restante, tudo certo! Para frente que se anda!
I'm through with the past
Ain't no point in looking back
The future will be
And did I forget to mention
That I found a new direction
And it leads back to me, yeah
I'm through with the past
Ain't no point in looking back
The future will be
And did I forget to mention
That I found a new direction
And it leads back to me, yeah
segunda-feira, março 22, 2010
Nova resolução de fim de semana
Fim de semana: Altamente produtivo
Atividades: Curso de Roteiro para Cinema, com a cineasta Cristina Fonseca; Reunião com amigos no sábado e domingo; Passeio de bicicleta domingo pela manhã. Download de nova série norte-americana.
Justificativa: Preencher o fim de semana com algo útil (ou nem tanto!!), e ter a sensação de não está parado no tempo e no espaço.
Impacto : conhecimento adquirido no curso, networks estabelecidos, e desejo de fazer um documentário sobre o cerrado e as comunidades tradicionais. tentar traçar um plano de pré-produção. Reunir com os amigos, beber cerveja, e falar besteira, e rir de si mesmo e dos outros. Pequena ressaca no domingo. Uma dor no braço que creio ter sido pelo passeio de bicicleta. Muita suadeira. Sem medição de peso perdidos. Uma nova distração para os momentos de folga. Esquecer que está no fim de semana. Cansaço no domingo á noite.
Nova resolução: Programar sempre muita coisa para o fim de semana.
Atividades: Curso de Roteiro para Cinema, com a cineasta Cristina Fonseca; Reunião com amigos no sábado e domingo; Passeio de bicicleta domingo pela manhã. Download de nova série norte-americana.
Justificativa: Preencher o fim de semana com algo útil (ou nem tanto!!), e ter a sensação de não está parado no tempo e no espaço.
Impacto : conhecimento adquirido no curso, networks estabelecidos, e desejo de fazer um documentário sobre o cerrado e as comunidades tradicionais. tentar traçar um plano de pré-produção. Reunir com os amigos, beber cerveja, e falar besteira, e rir de si mesmo e dos outros. Pequena ressaca no domingo. Uma dor no braço que creio ter sido pelo passeio de bicicleta. Muita suadeira. Sem medição de peso perdidos. Uma nova distração para os momentos de folga. Esquecer que está no fim de semana. Cansaço no domingo á noite.
Nova resolução: Programar sempre muita coisa para o fim de semana.
quinta-feira, março 18, 2010
Trabalho que nada!!
Existem trabalhos e trabalhos. De vez em quando o meu tem lá as suas compensações. Na sexta viajei para o município de Formosa do Rio Preto, junto com a bióloga do Instituto Bioeste, Aryanne Amaral, e o Prof. Neves, da Faculdade São Francisco de Barreiras, para ver uma área para a implantação do viveiro, do lado de uma comunidade tradicional.Parece que não deu muito certo, mas isto não vem muito ao caso. A verdade é que fomos para a Fazenda Ingazeira, onde passa ao fundo o Rio Preto. E era daquela água, junto com aquela paz (tinha um avião lá fazendo barulho, mas isto também foi legal) de não precisar pensar em nada, ou ligar o computador.Apenas uma boa conversa, e uma boa comida, e isto às vezes não tem preço que pague.
A verdade é que eu precisaria trabalhar, mas neste sentido, o meu trabalho é the best porque posso conviver mais com a natureza, e o meu trabalho é justamente sensibilizar as pessoas a conhecerem estes espaços, para que protejam estas áreas verdes. Desta vez fui conhecer duas comunidades tradicionais, para a logística de uma oficina de fotografia.
Acredito que esta viagem foi providencial, e na volta ainda fui direto para a formatura de jornalismo da Fasb, onde ministro aula. Então foi um fim de semana quase perfeito, desencadeado pelos trabalhos. Pena que isto não aconteça toda a semana. Está rodeado pela natureza, e de pessoas que nos querem bem, faz toda a diferença.
segunda-feira, março 15, 2010
Era feliz e sabia disto!!!
Existem momentos na vida inesquecíveis, e são assim porque tivemos pessoas especiais ao nosso lado. Fui ao baile de jornalismo e esta semana, e egoísmo à parte, apenas me lembrei em um dos momentos mais marcantes da minha vida, quando eu e meus amigos nos graduamos. Que turma especial. Foi uma semana perfeita. Lembro da aula da saudade, da missa, da colação e do baile, e até do estica na casa do Rodrigo depois da aula da saudade. Enquanto assistíamos o Oscar, fizemos uma lista dos melhores da festa!! Sei que sou um amigo ingrato e desnaturado, mas sinto saudades de estar no cotidiano destas pessoas. Era feliz e sabia disto!!
Iria escrever sobre outra coisa, mas acabei me rendendo ao assunto, porque li este comentário no post anterior do Fellipe, que reproduzo abaixo. Amigo, muito obrigado. Queria mandar um abração para o Eduardo Sartorato, Lorena Verli, e aos casais Maria-Renato, e Erika-Rodrigo, que mesmo longe, estão sempre presentes!!
Querido,
lembro-me que certa vez escrevi que toda estupidez que damos na vida carece, por princípio ontológico, de uma segunda chance para repará-la.
isso quer dizer: não é que o universo seja benevolente o bastante para nos permitir a redenção dos nossos erros, mas generoso o suficiente para nos permitir errar na gênese de nossos atos.
O que, automaticamente, nos pede o tal "replay". Todavia, o viveremos a partir de um patamar diferente, mais consciente do que estamos buscando.
Quando a cumadre Maria Cristina escreveu sobre as dúvidas do caminho, eu pensei sobre o tema e disse a ela que só aqueles que têm dúvidas sobre a trajetória são realmente os que estão caminhando. Ou seja, quem está parado não tem razões para pensar num caminho que não existe.
A vida é simples. Somos nós quem a complicamos cada vez mais. E não fazemos isso porque somos masoquistas, mas sim porque é da natureza das almas inquietas, das almas que buscam mais do que é oferecido, porque não se contentam com o pouco (visto por quem busca muito) ou até mesmo com o muito (visto por quem busca o inalcansável).
Tudo bem estar na primeira opção. Os problemas podem começar a surgir quando optamos pela segunda. Creio que, pelo que conheço em você e pelo texto que escreveu, que inanição e a falta de recado não se aplicam ao seu caso.
A vida é uma eterna adaptação. Ainda que mudemos, jamais deixaremos de ser nós mesmos, porque é esse ser que nos forma o principal agente da mudança. Por isso, não tenha medo de mudar, de arriscar, desde que o seu norte seja sempre a busca do seu bem-estar.
Podem parecer palavras gastas, mas para tudo na vida (exceto a morte) existe uma solução. Não se pode entrar numa disputa, por exemplo, com medo de sair perdedor. Apenas entre e aprenda novas formas de ver e, tenho certeza, as coisas vão se encaixando naturalmente.
Uma coisa é certa: o caminho certo é sempre o mais complicado, da mesma forma que nada é por um acaso. Faz bem replantear-se os planos, repassar os focos. Só as pedras sabem (se sabem) que serão pedras sempre.
Você não é uma pedra.
Fique bem.
Abraço e saudade,
Fellipe
Iria escrever sobre outra coisa, mas acabei me rendendo ao assunto, porque li este comentário no post anterior do Fellipe, que reproduzo abaixo. Amigo, muito obrigado. Queria mandar um abração para o Eduardo Sartorato, Lorena Verli, e aos casais Maria-Renato, e Erika-Rodrigo, que mesmo longe, estão sempre presentes!!
Querido,
lembro-me que certa vez escrevi que toda estupidez que damos na vida carece, por princípio ontológico, de uma segunda chance para repará-la.
isso quer dizer: não é que o universo seja benevolente o bastante para nos permitir a redenção dos nossos erros, mas generoso o suficiente para nos permitir errar na gênese de nossos atos.
O que, automaticamente, nos pede o tal "replay". Todavia, o viveremos a partir de um patamar diferente, mais consciente do que estamos buscando.
Quando a cumadre Maria Cristina escreveu sobre as dúvidas do caminho, eu pensei sobre o tema e disse a ela que só aqueles que têm dúvidas sobre a trajetória são realmente os que estão caminhando. Ou seja, quem está parado não tem razões para pensar num caminho que não existe.
A vida é simples. Somos nós quem a complicamos cada vez mais. E não fazemos isso porque somos masoquistas, mas sim porque é da natureza das almas inquietas, das almas que buscam mais do que é oferecido, porque não se contentam com o pouco (visto por quem busca muito) ou até mesmo com o muito (visto por quem busca o inalcansável).
Tudo bem estar na primeira opção. Os problemas podem começar a surgir quando optamos pela segunda. Creio que, pelo que conheço em você e pelo texto que escreveu, que inanição e a falta de recado não se aplicam ao seu caso.
A vida é uma eterna adaptação. Ainda que mudemos, jamais deixaremos de ser nós mesmos, porque é esse ser que nos forma o principal agente da mudança. Por isso, não tenha medo de mudar, de arriscar, desde que o seu norte seja sempre a busca do seu bem-estar.
Podem parecer palavras gastas, mas para tudo na vida (exceto a morte) existe uma solução. Não se pode entrar numa disputa, por exemplo, com medo de sair perdedor. Apenas entre e aprenda novas formas de ver e, tenho certeza, as coisas vão se encaixando naturalmente.
Uma coisa é certa: o caminho certo é sempre o mais complicado, da mesma forma que nada é por um acaso. Faz bem replantear-se os planos, repassar os focos. Só as pedras sabem (se sabem) que serão pedras sempre.
Você não é uma pedra.
Fique bem.
Abraço e saudade,
Fellipe
quarta-feira, março 10, 2010
Para sempre é uma bobagem?
Ás vezes bate aquela tristeza de saber que pode não está no caminho certo. E que a mudança poderia custar caro, e ter que voltar com o pires na mão à antiga realidade, parece ainda atormentar a cabeça. A verdade que o maior choque era viver em um mundo que considerava, até certo momento, ideal. E que o pior era ter acreditado que poderia ter sido para sempre.
"Para sempre é uma bobagem". Deveria prestar maior atenção às letras do que às melodias. Mas dói quando a gente pensa que poderia ser diferente, e que por inaniçao ou falta de recado, não fez nada para mudar. Ou achou que uma pequena transformaçao resolveria o problema. Este é o dilema. "Ou muda tudo ou muda nada?". O medo é se transformar demais e não se reconhecer, é atuar até as mãos sangrarem, e mesmo assim, no final, perceber que nada valeu a pena. Que era melhor ser você, afinal de contas isto ainda é original. Mas do que adianta isto, se as cópias parecem ser mais felizes.
"Era para ser assim, simplesmente...". Vou fugindo sem me entregar a nada, nem a ninguém. "Que nada. Se entregar sim é uma bobagem".E agora sei que relembro, e quero tudo outra vez, do mesmo jeito. Ser;a que posso tocar o "replay"? O sentimento será o mesmo? Acho que não. Lembro quando assisti Moulin Rouge pela primeira vez. E que fiquei de queixo caído na cena em que o personagem do Ewan Macgregor canta "Your Song" para a Satine, da Nicole Kidman.
Tentei ver aquelas cenas outras milhares de vezes, mas foi só naquele momento, em que o meu mundo parou, e quando me vi, a cortesã estava nos braços do escritor. Queria aquele momento para sempre, porque tenho aprendido a duras penas que relações se constrõem no dia-a-dia, mas podem se eternizar em apenas um momento. E como dói tentar reviver tudo o que passou!
Apenas desculpem o desabafo!!
"Para sempre é uma bobagem". Deveria prestar maior atenção às letras do que às melodias. Mas dói quando a gente pensa que poderia ser diferente, e que por inaniçao ou falta de recado, não fez nada para mudar. Ou achou que uma pequena transformaçao resolveria o problema. Este é o dilema. "Ou muda tudo ou muda nada?". O medo é se transformar demais e não se reconhecer, é atuar até as mãos sangrarem, e mesmo assim, no final, perceber que nada valeu a pena. Que era melhor ser você, afinal de contas isto ainda é original. Mas do que adianta isto, se as cópias parecem ser mais felizes.
"Era para ser assim, simplesmente...". Vou fugindo sem me entregar a nada, nem a ninguém. "Que nada. Se entregar sim é uma bobagem".E agora sei que relembro, e quero tudo outra vez, do mesmo jeito. Ser;a que posso tocar o "replay"? O sentimento será o mesmo? Acho que não. Lembro quando assisti Moulin Rouge pela primeira vez. E que fiquei de queixo caído na cena em que o personagem do Ewan Macgregor canta "Your Song" para a Satine, da Nicole Kidman.
Tentei ver aquelas cenas outras milhares de vezes, mas foi só naquele momento, em que o meu mundo parou, e quando me vi, a cortesã estava nos braços do escritor. Queria aquele momento para sempre, porque tenho aprendido a duras penas que relações se constrõem no dia-a-dia, mas podem se eternizar em apenas um momento. E como dói tentar reviver tudo o que passou!
Apenas desculpem o desabafo!!
domingo, março 07, 2010
E a torcida fica para Sandra Bullock
Não acompanhei nenhum dos filmes que concorreram ao Oscar. Não tive muito tempo para assistir filmes, nem baixar, nem ir ao cinema, e confesso que não estou com muita paciência. Ver hoje pela manhã o vídeo da Sandra Bullock ganhando o Framboesa de Ouro, e o seu discurso mostra uma atriz e uma pessoa que sabe do seu potencial e do seu talento, e que joga o que lhe fora oferecido a seu favor.
Ela não tem o talento dramático de uma Cate Blanchett, Juliane Moore, Kate Winslet, a versatilidade da Meryl Streep, Julia Roberts, Renné Zellwegger, mas ela tem um carisma de arrasar o quarteirão. Sem pretensões estílisticas, ela sabe o seu papel dentro da indústria de Hollywood: o entretenimento. E isto ela faz muito bem.
Bullock ter aparecido ao Framboesa de Ouro, e ter distribuído dvd's com o filme, aconselhando as pessoas assistirem novamente, foi sensacional. Espero sinceramente que ela conquiste o Oscar como um reconhecimento de 20 anos de carreira nos papéis de comédia romântica,Enquanto Você Dormia, Quando o amor acontece, Amor à Segunda Vista, Casa do Lago, Miss Simpatia, e outros que exigia um pouco mais de apelo dramático como Crash e 28 horas. Como nem sempre ganha-se o melhor no Oscar, não será nenhum desmérito premiar Bullock pelos serviços prestados ao entretenimento. Seja em um filme como Maluca Paixão ou em um Sonho Possível.
Ela não tem o talento dramático de uma Cate Blanchett, Juliane Moore, Kate Winslet, a versatilidade da Meryl Streep, Julia Roberts, Renné Zellwegger, mas ela tem um carisma de arrasar o quarteirão. Sem pretensões estílisticas, ela sabe o seu papel dentro da indústria de Hollywood: o entretenimento. E isto ela faz muito bem.
Bullock ter aparecido ao Framboesa de Ouro, e ter distribuído dvd's com o filme, aconselhando as pessoas assistirem novamente, foi sensacional. Espero sinceramente que ela conquiste o Oscar como um reconhecimento de 20 anos de carreira nos papéis de comédia romântica,Enquanto Você Dormia, Quando o amor acontece, Amor à Segunda Vista, Casa do Lago, Miss Simpatia, e outros que exigia um pouco mais de apelo dramático como Crash e 28 horas. Como nem sempre ganha-se o melhor no Oscar, não será nenhum desmérito premiar Bullock pelos serviços prestados ao entretenimento. Seja em um filme como Maluca Paixão ou em um Sonho Possível.
segunda-feira, março 01, 2010
Atrás de outro caminho
Não existe nexo. A vida às vezes soa traiçoeira. É uma tempestade que rápido pode virar o barco. De outras o dia ensolarado, e o vento constante, leva a embarcação para a tranquilidade. Dificil assumir que está perdido, tentando achar um caminho. Talvez este seja o destino. Se perder, arriscar para achar um caminho melhor.
A verdade que o destino prega algumas peças.
O caminho se fecha. É duro admitir, e tentar procurar outra trajetória para seguir. É duro desistir. Mas as vezes é o melhor remédio. Na verdade, é tentar seguir um outro rumo, ao invés de seguir aquele cujos obstáculos parecem intransponíveis. Nesta vida que anda de lá para cá, é de bom tom saber desistir, e retirar o time de campo. Decisáo difícil. Estou atrás de outro caminho. E só resta a mim decidir.
A verdade que o destino prega algumas peças.
O caminho se fecha. É duro admitir, e tentar procurar outra trajetória para seguir. É duro desistir. Mas as vezes é o melhor remédio. Na verdade, é tentar seguir um outro rumo, ao invés de seguir aquele cujos obstáculos parecem intransponíveis. Nesta vida que anda de lá para cá, é de bom tom saber desistir, e retirar o time de campo. Decisáo difícil. Estou atrás de outro caminho. E só resta a mim decidir.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Eu assisto o Big Brother!!
Este é a décima edição do programa, e continuo a assistir o Big Brother. Devo e tenho muitas obrigações a fazer. Mas hoje é a única coisa que assisto de forma maisquis regular, e me agendo para assistir. Nunca tive preconceitos, e sempre discuti as armações do programa. E nesta edição, a seleção dos brothers e a divisão vem sendo determinante para o sucesso do programa.
Sei que não ganho nada com isto, e não tö nem aí para a vida deles, mas me interesso em ver este experimento de ver pessoas disputando um jogo sádico, que ora representam uma personagem e denotam superficialidade, ora transboram sinceridade, e humanidade. Nestes anos, poucos foram aqueles personagens que conseguem realmente jogar e conquistar o público, afinal sabemos e conhecemos o jogo, mas as vezes algo supera esta simplicidade de ponto de vista.
Feio não é "jogar", até porque para ganhar R$ 1,5 milhão, faz-se bem pior. Mas é esnobar e considerar o público "idiota", como tentou fazer a Tessália, e parece que continua a fazer. Porque ela não assume que entrou como uma máscara e agia conforme a hora e a conveniëncia. Mesmo se ela fosse sincera, bem melhor é a Elenita, que encara tudo de frente, diz as suas verdades, e tudo com bom humor... Ao menos a gente se diverte. Destaque para a cena em que ela disse que vivia um casamento fracassado com o Alex, e que era obrigada a estar no mesmo teto, ou então a briga com a Lia. Pena que os "escadas" não parecem estar a altura.
Sei que não ganho nada com isto, e não tö nem aí para a vida deles, mas me interesso em ver este experimento de ver pessoas disputando um jogo sádico, que ora representam uma personagem e denotam superficialidade, ora transboram sinceridade, e humanidade. Nestes anos, poucos foram aqueles personagens que conseguem realmente jogar e conquistar o público, afinal sabemos e conhecemos o jogo, mas as vezes algo supera esta simplicidade de ponto de vista.
Feio não é "jogar", até porque para ganhar R$ 1,5 milhão, faz-se bem pior. Mas é esnobar e considerar o público "idiota", como tentou fazer a Tessália, e parece que continua a fazer. Porque ela não assume que entrou como uma máscara e agia conforme a hora e a conveniëncia. Mesmo se ela fosse sincera, bem melhor é a Elenita, que encara tudo de frente, diz as suas verdades, e tudo com bom humor... Ao menos a gente se diverte. Destaque para a cena em que ela disse que vivia um casamento fracassado com o Alex, e que era obrigada a estar no mesmo teto, ou então a briga com a Lia. Pena que os "escadas" não parecem estar a altura.
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Na mesa de bar
"Faltou luz mas era dia, e o sol invadia a sala..."
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante..."
"Eu não quero dinheiro, eu só quero amar..."
Será porque uns chopps a mais fazem a gente ficar refletindo? Até as músicas mais simples começam a fazer sentido, e se encaixam em algum momento ou outro da sua vida. Ou se não naquele mesmo momento.
"Mudaram as estações, nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu..."
"É só isto. Não tem mais jeito. Acabou. Boa sorte."
"Eu desço dessa solidão. Espalho coisas sobre um chão de giz"
O que quero dizer é que a reflexão começa nas letras, e que as poucos vão se encaixando em uma parte da sua vida. Quem escreve estas músicas deve gravitar em outra esfera, para consegui captar as angústias da vida, e passar para as letras, e saber que uma pessoa na mesa de bar pode repensar a vida, e até tomar uma decisão importante.
O mais engraçado é que às vezes a gente canta sem enxergar a complexidade.
"Deixa a vida me levar... vida leva eu"
"Vou deixar a vida me levar... para onde ela quiser"
"Tente.. e não diga que a canção está perdida"
Esta combinação música e chopp merece uma reflexão maior.
"Garçom aqui nessa mesa de bar"
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante..."
"Eu não quero dinheiro, eu só quero amar..."
Será porque uns chopps a mais fazem a gente ficar refletindo? Até as músicas mais simples começam a fazer sentido, e se encaixam em algum momento ou outro da sua vida. Ou se não naquele mesmo momento.
"Mudaram as estações, nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu..."
"É só isto. Não tem mais jeito. Acabou. Boa sorte."
"Eu desço dessa solidão. Espalho coisas sobre um chão de giz"
O que quero dizer é que a reflexão começa nas letras, e que as poucos vão se encaixando em uma parte da sua vida. Quem escreve estas músicas deve gravitar em outra esfera, para consegui captar as angústias da vida, e passar para as letras, e saber que uma pessoa na mesa de bar pode repensar a vida, e até tomar uma decisão importante.
O mais engraçado é que às vezes a gente canta sem enxergar a complexidade.
"Deixa a vida me levar... vida leva eu"
"Vou deixar a vida me levar... para onde ela quiser"
"Tente.. e não diga que a canção está perdida"
Esta combinação música e chopp merece uma reflexão maior.
"Garçom aqui nessa mesa de bar"
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Reflexões inacabadas
Parece um sonho, e quando acorda, tenta-se apegar nas recordações. Inutilmente porque nada volta. Quando estava em viagem, ficava admirando lugares e pessoas, como se fossem a última. "É para não esquecer". E tentava tirar fotos dos lugares para ajudar a memória a lembrar quando eu quiser reviver. O consolo é que um dia vou voltar e passar pelos mesmos lugares. Talvez eu e todo o trajeto esteja diferente. Não será a mesma Roma, Paris ou Berlim. Taí a graça da vida....
Quer dia mais desesperador do que a volta para o trabalho, e principalmente numa sexta-feira. O resultado é que eu perdi a senha do e-mail institucional, e ainda não desativei as férias. O mais estranho é que tinha entrado durante as férias. Deve ter sido um bloqueio mental. Depois de quase uma semana ainda não lembrei. A boa notícia é que já estou querendo voltar a trabalhar de verdade. O problema é que vem o Carnaval, e depois a Semana Santa...
Voltar ao Brasil, depois de uma viagem pela Europa, principalmente numa cidade como Barreiras, soa meio surreal. As lâmpadas da minha rua estão apagadas. Na conta telefônica tem uma taxa de iluminação pública. Em um dia a prefeitura conserta uma vala, e coloca um concreto, no outro tem um ônibus entalado no mesmo buraco. Colocam faixas de pedestres, mas não ensinam as pessoas a usarem. Não precisa nem comparar. E, mudando nem tanto de assunto, e a estrutura para a copa do mundo de 2014?
Quer dia mais desesperador do que a volta para o trabalho, e principalmente numa sexta-feira. O resultado é que eu perdi a senha do e-mail institucional, e ainda não desativei as férias. O mais estranho é que tinha entrado durante as férias. Deve ter sido um bloqueio mental. Depois de quase uma semana ainda não lembrei. A boa notícia é que já estou querendo voltar a trabalhar de verdade. O problema é que vem o Carnaval, e depois a Semana Santa...
Voltar ao Brasil, depois de uma viagem pela Europa, principalmente numa cidade como Barreiras, soa meio surreal. As lâmpadas da minha rua estão apagadas. Na conta telefônica tem uma taxa de iluminação pública. Em um dia a prefeitura conserta uma vala, e coloca um concreto, no outro tem um ônibus entalado no mesmo buraco. Colocam faixas de pedestres, mas não ensinam as pessoas a usarem. Não precisa nem comparar. E, mudando nem tanto de assunto, e a estrutura para a copa do mundo de 2014?
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Viajar é... mudar uma vida!!
Foram seis países, sete cidades, muitas horas esperando no aeroporto, muitos quilômetros andando, sempre com a idéia de descobrir o diferente, que estava em cada estátua, rosto, conversa, pessoa, esquina, quadro... Viajar é isto. É prestar atenção em detalhes, tentar gravar e nunca querer esquecer. É, ao mesmo tempo, desligar o piloto automático, e tentar tomar uma direção nunca antes desbravada, e que deve a partir de agora, integrar as ferramentas para melhor manobrar durante as crises. E saber aproveitar quando o céu estiver azul e claro.
Viajar é entender que se deve ter paciência com o diferente, e entender que a beleza do mundo é justamente esta. E que apesar desta diferença somos todos iguais, e que merecemos o mesmo respeito. É tomar cuidado com análises precipitadas, e que o pré-conceituar é a necessidade de se auto-afirmar. Viajar é saber também que tudo está certo, mesmo quando parecia que estava errado. É perceber que a única barreira é a falta de solidariedade com o ser humano.
Viajar é correr para ver um pôr do sol, porque vale a pena se despedir do dia, e receber a noite de braços abertos. Viajar é valorizar o que se conquista, e querer voltar para continuar a lutar. É perceber que está no melhor caminho que se poderia, mesmo com milhões de opções de escolhas. É saber que fiz o melhor com as armas que me foram oferecidas.
Visitar outros países me fez acreditar que posso ir para qualquer lugar, mas que estou (muito bem obrigado!!) no lugar certo.
Viajar é entender que se deve ter paciência com o diferente, e entender que a beleza do mundo é justamente esta. E que apesar desta diferença somos todos iguais, e que merecemos o mesmo respeito. É tomar cuidado com análises precipitadas, e que o pré-conceituar é a necessidade de se auto-afirmar. Viajar é saber também que tudo está certo, mesmo quando parecia que estava errado. É perceber que a única barreira é a falta de solidariedade com o ser humano.
Viajar é correr para ver um pôr do sol, porque vale a pena se despedir do dia, e receber a noite de braços abertos. Viajar é valorizar o que se conquista, e querer voltar para continuar a lutar. É perceber que está no melhor caminho que se poderia, mesmo com milhões de opções de escolhas. É saber que fiz o melhor com as armas que me foram oferecidas.
Visitar outros países me fez acreditar que posso ir para qualquer lugar, mas que estou (muito bem obrigado!!) no lugar certo.
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Chegada a Roma
Chegamos em Roma, na Itália, depois de seis horas de espera no aeroporto de Lisboa. Quando aterrisamos em terras italianas eram cerca de 1h, e sem önibus ou trem para ir até o terminal de termini, no centro da cidade, de onde iriamos para o youth station hostell. Decidimos entao dormir no aeroporto de Roma. Eu dormi, porque o andrei ficou a noite toda acordado conversando com a carol, uma brasileira que mora em Lisboa, e que estava na mesma situação que a nossa.
OBS: Estamos postando vídeos, fotos e histórias da viagem no blog andarilhosoliveira.blogspot.com.
Deem uma passada lá, que estamos tentando manter atualizado. Comentem!!!
domingo, dezembro 20, 2009
Chegada em Portugal
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Gaga e o Kid
Festa à fantasia em turma de comunicação!!
Aula da saudade da turma 2009.2
Lady Gaga enfrenta o Karatê Kid, e Amy Winehouse solta a "voz"no vazinho de planta ao lado
Aula da saudade da turma 2009.2
Lady Gaga enfrenta o Karatê Kid, e Amy Winehouse solta a "voz"no vazinho de planta ao lado
Abaixo, Lady Gaga em momento descontraído com o caratê kid. Cantora luta com anões em novo clipe. Lutador ajuda nas artes marciais em mistura de matrix e kill bill.

Festa estranha com gente esquisita!! eehehehehe
abraço aos novos jornalistas!!!
domingo, dezembro 13, 2009
Que venham as férias!
Êta semestre complicado...
Foram cinco orientações de projetos monográficos...
Responsável pela edição dos textos do jornal laboratório...
Ministrando duas disciplinas... história da comunicação e jornalismo especializado
E no Bioeste.... organização do Seminário de Sustentabilidade Ambiental... Oficinas de Educomunicação Ambiental ... publicação Cerrado em Foco... programa de rádio semanal... visitas de campo... apresentação de projetos.... e para fechar relatórios e planejamentos....
Mas tudo valeu a pena....
E em meio a tudo isto finalizo os últimos detalhes da viagem para a Europa...
Tudo pronto... passaporte em mãos.... e malas quase prontas... sábado embarco para a primeira viagem internacional...
Foram cinco orientações de projetos monográficos...
Responsável pela edição dos textos do jornal laboratório...
Ministrando duas disciplinas... história da comunicação e jornalismo especializado
E no Bioeste.... organização do Seminário de Sustentabilidade Ambiental... Oficinas de Educomunicação Ambiental ... publicação Cerrado em Foco... programa de rádio semanal... visitas de campo... apresentação de projetos.... e para fechar relatórios e planejamentos....
Mas tudo valeu a pena....
E em meio a tudo isto finalizo os últimos detalhes da viagem para a Europa...
Tudo pronto... passaporte em mãos.... e malas quase prontas... sábado embarco para a primeira viagem internacional...
domingo, novembro 08, 2009
Desabafo compartilhado
Preferia falar de viagens, mas enquanto não chegam, podemos falar das incursões humanas, dentre elas a certeza de querer tudo controlado. Talvez não exista resposta para tudo. As pessoas, geralmente, as querem para explicar as suas insatisfações, alegrias, desejos, anseios, e paixões. Sei que pode ser frustante ter uma resposta do tipo "Não sei porque agi assim", até porque também não gostamos de ouvir.
Pode ser, então um certo descontrole, ou tentar prever o impoderável. Mas vamos admitir, em alguns casos, algumas reações podem não ter nenhum tipo de explicação cartesiana, freudiana,shakesperiana,drumoniana ou seja lá quem for. Existem coisas que devem ser apenas sentidas, estarem no campo da emoção humana. Por que gostar de azul, ao invés de amarelo? A noite ao inves do dia. Entao só não quero preciisar me explicar a toda hora, porque a vida já é por si mesma complicada demais.
Pode ser, então um certo descontrole, ou tentar prever o impoderável. Mas vamos admitir, em alguns casos, algumas reações podem não ter nenhum tipo de explicação cartesiana, freudiana,shakesperiana,drumoniana ou seja lá quem for. Existem coisas que devem ser apenas sentidas, estarem no campo da emoção humana. Por que gostar de azul, ao invés de amarelo? A noite ao inves do dia. Entao só não quero preciisar me explicar a toda hora, porque a vida já é por si mesma complicada demais.
domingo, novembro 01, 2009
Perdi as chaves. E agora?
Sábado, 31 de novembro de 2009
Fui correndo atrás de um sorvete de abacaxi, um dos vícios gastrônicos, depois de comprar o ingresso para o show da humorista cearense Rossicléia. Ela aparecia muito na tv. Quando foi à noite, para sair para o show? Cadê as chaves? No molho estavam as de casa e do carro. Liguei para um amigo. "Perdi as chaves, e não tenho as cópias. Tem como me dar uma carona".
Em 20 segundos, um outro flash na cabeça.
- A carteira ficou no carro. Droga!
- Tudo bem.
- Mas os ingressos estão dentro dela.
- Ainda bem que tirei o celular.
Não foi claro nesta tranquilidade. Faltavam 20 minutos para o show, e já tinha mobilizado a casa inteira. Até o cachorro, se pudesse, estaria à procura das benditas chaves. Solução caseira: meu irmão ganhou uns ingressos, e me passou, e fui de carona. Me emprestaram R$ 30. Tudo para não perder a noite.
Chego em casa: o carro não está na porta. Pensei que tivessem roubado. Não, está na garagem.
- Pai acharam a chave?
- Chamei o chaveiro...
- Abre a porta aqui...
Procurei, reli minha mente muitas vezes. As chaves deveriam está exatamente em casa. E sonhei, que eu tirei o molho da calça. Meu pai também sonhou a noite com elas, e que estariam em casa. Ele quase não dormiu à noite, preocupado, e levou a minha mãe junto na insônia.
Domingo, 01 de novembro de 2009
Num dia chuvoso, acordo preocupado, e procurando novamente as chaves. Decido terminar de ver um filme, "Dúvida", e já emendo em outro "O casamento de Rachel". Parece tudo confluir para um início de domingo meio trágico. Começo a pensar que a minha tão propalada sorte esteja acabando. Sim. Sou e me considero um cara sortudo. Isto é tema para um outro post. Mas comecei a pensar que uma pequena maré de azar pudesse se aproximar. E que este seria um ponto nevrálgico para procurar outra "sorte".
Diante da crise existencial que se instaura, meu irmão simplesmente fala das chaves, fuça a minha bolsa do notebook, e simplesmente.
- Aqui as chaves
- Como assim? Procurei várias vezes nesta bolsa.
- Estavam escondidas aqui.
- Não acredito. Até a minha mãe procurou aí também.
Abracei todo o mundo, liguei para quem eu tinha mobilizado, e a paz retornou ao lar. Quer dizer, em parte. Um sinal que preciso me movimentar.
Moral da história
As chaves não eram para ser encontradas no sábado , e sim do domingo, e eu precisava passar pela crise existencial de domingo de manhã. Porque fujo dela insistentemente. A perda das chaves serviram para colocar alguns pratos na mesa. Mas esta é uma outra história.
Fui correndo atrás de um sorvete de abacaxi, um dos vícios gastrônicos, depois de comprar o ingresso para o show da humorista cearense Rossicléia. Ela aparecia muito na tv. Quando foi à noite, para sair para o show? Cadê as chaves? No molho estavam as de casa e do carro. Liguei para um amigo. "Perdi as chaves, e não tenho as cópias. Tem como me dar uma carona".
Em 20 segundos, um outro flash na cabeça.
- A carteira ficou no carro. Droga!
- Tudo bem.
- Mas os ingressos estão dentro dela.
- Ainda bem que tirei o celular.
Não foi claro nesta tranquilidade. Faltavam 20 minutos para o show, e já tinha mobilizado a casa inteira. Até o cachorro, se pudesse, estaria à procura das benditas chaves. Solução caseira: meu irmão ganhou uns ingressos, e me passou, e fui de carona. Me emprestaram R$ 30. Tudo para não perder a noite.
Chego em casa: o carro não está na porta. Pensei que tivessem roubado. Não, está na garagem.
- Pai acharam a chave?
- Chamei o chaveiro...
- Abre a porta aqui...
Procurei, reli minha mente muitas vezes. As chaves deveriam está exatamente em casa. E sonhei, que eu tirei o molho da calça. Meu pai também sonhou a noite com elas, e que estariam em casa. Ele quase não dormiu à noite, preocupado, e levou a minha mãe junto na insônia.
Domingo, 01 de novembro de 2009
Num dia chuvoso, acordo preocupado, e procurando novamente as chaves. Decido terminar de ver um filme, "Dúvida", e já emendo em outro "O casamento de Rachel". Parece tudo confluir para um início de domingo meio trágico. Começo a pensar que a minha tão propalada sorte esteja acabando. Sim. Sou e me considero um cara sortudo. Isto é tema para um outro post. Mas comecei a pensar que uma pequena maré de azar pudesse se aproximar. E que este seria um ponto nevrálgico para procurar outra "sorte".
Diante da crise existencial que se instaura, meu irmão simplesmente fala das chaves, fuça a minha bolsa do notebook, e simplesmente.
- Aqui as chaves
- Como assim? Procurei várias vezes nesta bolsa.
- Estavam escondidas aqui.
- Não acredito. Até a minha mãe procurou aí também.
Abracei todo o mundo, liguei para quem eu tinha mobilizado, e a paz retornou ao lar. Quer dizer, em parte. Um sinal que preciso me movimentar.
Moral da história
As chaves não eram para ser encontradas no sábado , e sim do domingo, e eu precisava passar pela crise existencial de domingo de manhã. Porque fujo dela insistentemente. A perda das chaves serviram para colocar alguns pratos na mesa. Mas esta é uma outra história.
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